Ensino superior e a economia de tostões.

Posted on 19/09/2011

0


.

Está correndo no Congresso um projeto de lei que ‘desobriga’ as instituições de ensino superior a terem professores com pós graduação.

O senado, pressionado pelas instituições privadas de ensino, está prestes a aprovar um projeto que dispensará cursos de pós-graduação, de qualquer natureza, para exercício do magistério superior. Os contratos serão temporários, mas sem prazo definido, ou seja, poderão tornar-se definitivos.

Atualmente o artigo 66 a LDB determina, em seu Artigo 66, que ‘A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado’.

O PL-220 altera a LDB propondo que nas instituições públicas e privadas, admite-se acesso a contrato de trabalho docente temporário, mediante processo seletivo, a portadores de diplomas de graduação e de pós-graduação lato sensu, bem como a profissionais de notório saber na área de atuação;

É preciso impedir que esse projeto seja aprovado, pois ele levará a uma queda ainda maior na qualidade do ensino superior no Brasil e desestimulará a formação profissional dos professores do ensino superior.

Vamos enviar um abaixo assinado ao senado solicitando a não aprovação do PL-220.

Os signatários
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=PL220nao

Seria só uma piada de mau gosto se não fosse real.

Cursos de pós graduação são feitos para que professores/pesquisadores melhorem seu nível de conhecimento, façam pesquisas, e outros propósitos, mas são principalmente para que aprendam COMO pesquisar, COMO fazer projetos de pesquisa, COMO ensinar outros a fazerem o mesmo, fazerem tudo isso convivendo com seus pares e para saberem como fazer uma orientação de seus alunos para isso.

Os cursos de pós graduação estão fora da realidade ?

Então que se reestruturem os cursos de pós graduação !

Acabar com a exigência de pós graduação para professores universitários, uma ação travestida de “bom mocismo” – “vamos permitir que mais pessoas possam ser professores universitários” – quando esta ação, na realidade, encobre uma economia de tostões e desvaloriza totalmente o papel do professor universitário na formação dos alunos, é um absurdo de dar nó no cérebro, na mente, no estômago… é dar engulhos na alma…

Não está mais do que na hora do Brasil assumir através de ações mais concretas, e que misturem o local e o nacional, que Educação é um setor estratégico? Não está na hora de isso ser tratado pelo governo efetivamente como setor estratégico?

Não está na hora de tirar as “raposas” do gerenciamento do “rebanho de ovelhas”?

Não está mais do que na hora dos setores que realmente estão preocupados com a qualidade da educação fazerem um “lobby” de qualidade contra este “lobby burro” que acha que fazer economia de tostões melhora o negócio deles?

Quando o que acontece na realidade é que esses senhores não sabem fazer seu negócio direito, pois é claro e patente que nem ao menos se dão ao trabalho de conhecê-lo a fundo. Ou será que não conseguem…?

.

.

Anúncios