Sustentabilidade vista através de uma metáfora biológica: as relações

Posted on 21/03/2011

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Para vermos a sustentabilidade através de uma metáfora biológica, começamos do “começo”, vamos falar de relações:

No que se chama de ‘Relações Bióticas’ ou de ‘Relações Ecológicas’, há diversos tipos de relações entre os seres vivos. (1)

Nas relações que se estabelecem entre os seres vivos de uma comunidade a grosso modo há as que podemos chamar de relações intra-específicas (entre seres vivos da mesma espécie) e as que podemos chamar de relações interespecíficas (entre seres vivos de espécies diferentes).

São exemplos de relações intra-específicas a cooperação e competição.

Como relações interespecíficas consideram-se: cooperação (mutualismo e simbiose), comensalismo, parasitismo, predação e competição.

Relações interespecíficas

Cooperação:

Simbiose – Exemplo: Líquen, associação entre uma alga e um fungo, na qual o fungo beneficia dos alimentos que a alga produz e a alga beneficia da água que o fungo absorve.

Mutualismo – Exemplo, Paguro-anêmona, ao fixar-se na concha ocupada pelo paguro, a anêmona beneficia de transporte gratuito e de alimento (restos deixados pelo paguro), enquanto o paguro beneficia da camuflagem e da defesa da anêmona.

Comensalismo: Exemplo, Tubarão – rêmora, a rêmora beneficia de restos de alimento, transporte e proteção, enquanto o tubarão não é prejudicado nem beneficiado.

Competição: Exemplo, Planta – planta, as plantas que crescem nos bosques competem pela luz.

Exploração:

Predação – Exemplo, Gato – rato, na predação, uma espécie – a predadora – mata outra – a presa – para se alimentar.

Parasitismo – Exemplo, Cão – carrapato, no parasitismo, um ser vivo – o parasita – vive à custa de outro – o hospedeiro.

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Relações Intra-específicas

Cooperação social – Exemplo, Formigas – formigas, as relações de cooperação social podem ocorrer a propósito do alimento, da defesa, do território ou da reprodução.

Competição – Exemplo, Veados – veados, as relações de competição incidem sobre o território, a chefia, o alimento e a luta pela fêmea. Só ocorrem em algumas espécies e são, geralmente, ocasionais. Em situações extremas de competição entre indivíduos da mesma espécie, por território ou alimento, podem ocorrer situações de canibalismo. Numa relação de canibalismo, há indivíduos mortos e comidos por indivíduos da mesma espécie.

Quando se fala de sustentabilidade como algo que o ser humano deve ter, adquirir, aprender, para que o planeta Terra não tenha esgotado seus recursos, de tal maneira que a vida se torne inviável, o que se fala que é que o ser humano deve ter os comportamentos de cooperação, simbiose e mutualismo, e no máximo, o comensalismo, além do comportamento de cooperação social.

No filme Matrix há uma cena extremamente interessante em que o “programa invasor”  fala que nós, humanos, temos o comportamento de ‘vírus patógenos’, destruímos tudo a nossa volta e passamos ao próximo local onde vamos devastar, largando a devastação atrás de nós, impunes e ignorantes do que fizemos.

Não é inverdade.

É o que vemos ocorrer, é contra o que vários de nós luta para mudar, mas ao mesmo tempo é o que vários de nós fazemos, mesmo tentando evitar. Não é um comportamento que torne a nossa própria vida viável neste planeta.

Aliás, suponho que em planeta algum.

No II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade (2009) foi apresentado um documentário da MTV em que um rapaz dizia que os danos ao meio ambiente são coletivos, mas que as ações para corrigi-las deveriam ser individuais. Para depois se chegar ao agir coletivamente.

Concordo com o rapaz e ressalto que o importante, neste tipo de ação, é aprender a mudar o próprio comportamento, passar adiante este aprendizado e assim a formar redes e agir em redes .

Não há outro tipo de comportamento possível que chegue a qualquer resultado que preste para algo que vise não destruir nosso planeta que não seja pensar, agir, sentir, aprender a agir “individualmente em rede”.

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(1) Informações baseadas nos sites http://www.prof2000.pt/users/dulces/relações bióticas.htm e  http://netopedia.tripod.com/biolog/assoc_seres.htm , em 08 de maio de 2009.
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