A medicina não é possível para todos. A saúde é possível para todos.

Posted on 21/03/2011

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A medicina não é possível para todos. A saúde é possível para todos.”

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Afirmação de Bernardo Toro, fundador do AVINA, no II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, ocorrido em 2009.

Segundo ele, a medicina envolve muita ciência e tecnologia, o que envolve um aporte tal de dinheiro para que atinja toda a população mundial que ela nunca ocorrerá nesta magnitude. Já a saúde envolveria educação e orientação, o que é possível fazer a nível global com um aporte mínimo de dinheiro, se comparada a implantação de uma medicina global.

Afirmação verdadeira, mas que merece algumas considerações.

É a medicina atual ocidental, altamente baseada em tecnologia, tanto diagnóstica quanto de tratamento, que necessita de altos investimentos em maquinário e em treinamento de médicos e técnicos que saibam usar esta tecnologia.

Mas não há uma só medicina. Há outras medicinas, que não desprezam a estrutura desta medicina, mas se baseiam em estruturas próprias.

As ditas “medicinas alternativas”, que já não se chamam assim por estarem à margem de nada, mas por serem alternativas reais de diagnóstico, tratamento e prevenção, e que usam a lógica e o maquinário da medicina ‘tecnológica’ quando necessário, não enveredam por este caminho.

E além de não enveredarem por este caminho, tem em seu bojo também a possibilidade da prevenção. Nestas medicinas se incluem a medicina tradicional chinesa, a ayurvédica e outras. Mas as que melhor se adaptaram a nós, ocidentais, foram a Homeopatia, a Medicina Tradicional Chinesa, via acupuntura e a Antroposofia (ainda que a ayurvedica esteja cada vez mais presente no Brasil)

Toro também falou da necessidade de uma mudança de modelo de mundo quando se pensa a economia, os fluxos financeiros. Passar de um modelo em que uns ganham e outros perdem, para um modelo onde todos ganham.  Onde o respeito, e a hospitalidade predominam. E como isso se aplica à medicina, numa época em que medicina parece ter se tornado só mais um negócio dentre tantos.

Mas isso supõe uma inversão de valores e de comportamentos, que mudará não só a medicina que será predominante em nosso século, como o modo de cada um se ver e ver o próximo.

Qualquer mudança a este nível se dá primeiro em nós mesmos, depois nos próximos, até ser global.

Neste quesito não há mágica possível, só mudamos a Grande Rede quando começamos a mudar a nós mesmos.

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